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Na terceira Revolução
do Período Lunar, os Senhores da Individualidade irradiaram de
si a substância que ajudou o homem que evoluía inconscientemente,
a construir e adaptar um corpo de desejos germinal. Ajudaram-no também
a incorporar este corpo de desejos germinal ao corpo vital e ao corpo
denso que já possuía. Este trabalho foi se realizando
durante toda a terceira e a quarta Revoluções do Período
Lunar.
A antagônica "vontade inferior" ou vontade do corpo
é uma das expressões da parte superior do corpo de desejos.
Quando se produziu a divisão do Sol, da Lua e da Terra, na primeira
parte da Época Lemúrica, a porção mais avançada
da humanidade em formação experimentou uma divisão
do seu corpo de desejos, em uma parte superior e outra inferior. O resto
da humanidade passou por uma experiência similar na primeira parte
da Época Atlante.
A parte superior do corpo de desejos converteu-se em uma espécie
de alma animal que construiu o sistema nervoso cérebro-espinhal
e os músculos voluntários, podendo assim controlar a parte
inferior do tríplice corpo até que foi dado ao homem o
elo da mente. Então a mente "ligou-se" à alma
animal tornando-se co-regente do ser humano.
Durante a vida do homem, o corpo de desejos não tem a mesma forma
que seus corpos vital e denso. Essa forma só é assumida
depois da morte. Durante a vida tem a aparência de um ovóide
luminoso que durante as horas de vigília rodeia por completo
o corpo denso, como a clara envolve a gema. Estende-se de 30 a 40 centímetros
além da superfície do corpo denso, nos indivíduos
comuns. O corpo de desejos humano é composto de matéria
do Mundo do Desejo e está em movimento constante, a inconcebível
velocidade. Não há lugar fixo para nenhuma de suas partículas,
como no corpo físico. A matéria que se encontra em um
dado momento na cabeça, pode estar um momento depois sob os pés
e novamente de volta à cabeça. Não há órgãos
no corpo de desejos, como os há no corpo físico e no corpo
vital. Existem centros de percepção que quando estão
em atividade se parecem com vórtices permanecendo sempre na mesma
posição relativa com respeito ao corpo denso. Na maioria
das pessoas são apenas como
redemoinhos e não têm utilidade como centros de percepção.
Contudo, podem ser despertados em todos, embora os diversos métodos
de despertamento produzam resultados diferentes. O corpo de desejos
está radicado no fígado e nasce perto dos quatorze anos
de idade.
Na clarividência involuntária, negativa, estes vórtices
giram da direita para a esquerda, em sentido contrário ao dos
ponteiros do relógio. No corpo de desejos dos clarividentes voluntários,
positivamente treinados, giram no mesmo sentido que os ponteiros do
relógio, brilhando com extraordinário esplendor que sobrepassa
em muito a brilhante luminosidade comum do corpo de desejos. Estes centros
fornecem aos clarividentes os meios de perceber as coisas do Mundo do
Desejo, podendo então ver e investigar o que quiser, enquanto
que nas outras pessoas, cujos centros giram da direita para a esquerda,
são como um espelho que reflete o que se passa diante dela.
Num futuro muito remoto, o corpo de desejos do homem estará tão
bem organizado como estão atualmente os corpos físico
e vital. Quando alcançarmos este estado, todos teremos o poder
de atuar no corpo de desejos como fazemos agora no corpo denso.A Mente
Na Época Atlante do Período Terrestre, os Senhores da
Mente irradiaram de si e depositaram em nosso ser o núcleo de
substância do qual atualmente estamos procurando fazer uma mente
organizada. Tal núcleo foi dado ao homem a fim de dar-lhe propósito
para agir, mas como o Ego era extraordinariamente débil e a natureza
de desejos muito forte, a mente nascente juntou-se com o corpo de desejo,
dando como resultado a Astúcia que foi causa de toda a maldade
do terço médio da Época Atlante.
Sendo a mente o último dos veículos do homem a ser formado,
não é ainda um corpo. É simplesmente um elo, um
envoltório que o Ego usa como ponto de focalização.
É o instrumento mais valioso que o Espírito possui, e
é seu instrumento especial na obra da criação.
Nós, como Egos, agimos diretamente na substância sutil
da Região do Pensamento Abstrato que especializamos dentro da
periferia da nossa aura individual. Daí contemplamos as impressões
que o mundo externo faz sobre o corpo vital por intermédio dos
sentidos, juntamente com os sentimentos e emoções gerados
por elas no corpo de desejos e refletidos na mente.
Destas imagens mentais tiramos nossas conclusões, na substância
da Região do Pensamento Abstrato, acerca dos assuntos de que
tratam. Estas conclusões são as idéias. Mediante
o poder da vontade, projetamos a idéia através da mente.
A idéia toma forma concreta como pensamento-forma, atraindo para
si substância mental da Região do Pensamento Concreto.
A imagem pode ser projetada em qualquer destas três direções:
1) Pode ser projetada sobre o corpo de desejos, num esforço para
despertar nele um sentimento que o levará a uma ação
imediata;
2) Quando os impactos externos não exigem da imagem mental uma
ação imediata, pode ser projetada sobre o éter
refletor, juntamente com os demais pensamentos ocasionados por ela,
para serem utilizados no futuro;
3) Pode ser projetada sobre outra mente para agir como sugestão,
para obter informações, etc.
Quando o trabalho destinado a estas formas mentais foi realizado ou
quando sua energia se gastou em vãs tentativas para alcançar
seu objetivo, as idéias gravitam de retomo ao seu criador, trazendo
consigo a impressão indelével de sua jornada.
Em nosso estado atual de evolução, podemos dizer que a
mente nasce aos vinte e um anos de idade, mas o máximo de mentalidade,
sua culminância, só se alcança perto do quadragésimo
nono ano.
A mente é o meio concentrador, graças ao qual as idéias
concebidas pela imaginação do Espírito podem ser
projetadas no universo material. A princípio não são
mais do que formas mentais, mas, quando o desejo de realizar as possibilidades
imaginadas põe o homem a trabalhar no Mundo Físico, tornam-se
no que chamamos "realidades" concretas.
Atualmente a mente não está focalizada de forma que possa
dar uma imagem clara e precisa daquilo que o Espírito imagina.
Não tem um foco único e nítido, e por isso, dá
imagens nebulosas. Daí a necessidade da experiência para
demonstrar a impropriedade da primeira concepção e produzir
novas imagens ou idéias até que a imagem produzida pelo
Espírito na substância mental seja reproduzida em substância
física.
No melhor dos casos podemos modelar com nossa mente as imagens que têm
relação com a Forma, porque a mente humana só apareceu
no Período Terrestre e está atualmente em seu estágio
"mineral" de desenvolvimento. Por isso estamos reduzidos a
operar com as formas, com os minerais. Podemos imaginar toda sorte de
modos de trabalhar com as formas minerais dos três reinos inferiores,
mas podemos fazer pouco ou nada com os corpos viventes. É verdade
que podemos enxertar um ramo vivo em uma árvore viva, ou uma
parte viva de um animal em outro. Mas na realidade não estamos
agindo com a vida, mas somente com as formas.
Estamos criando circunstâncias ou condições novas
mas a vida que já animava essa forma é a mesma que continua
subsistindo. Trabalhar com a vida estará além do poder
humano, até que sua mente tenha sido vivificada.
No Período de Júpiter, a mente terá sido vivificada
até certo ponto e o homem poderá imaginar formas que viverão
e crescerão, como as plantas.
No período de Vênus, quando sua mente tenha adquirido "Sentimento",
poderá criar coisas vivas que cresçam e tenham sensações,
como os animais.
E, finalmente, quando alcançar a perfeição, no
final do Período de Vulcano, poderá "imaginar",
trazendo à existência seres que viverão, crescerão,
sentirão e pensarão como os homens.
By Guard of the Night
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